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10/05/2011

Parto humanizado devolve à mãe o controle no parto

Parto humanizado retoma antigos procedimentos e devolve à mãe o controle do ritmo do seu corpo na hora de dar à luz

Grande parte das mulheres passam a gestação preocupadas com a hora do parto, afinal a própria palavra se tornou sinônimo de algo sacrificado, difícil e até mesmo doloroso. Mas será que a hora de receber o bebê aguardado por nove meses deve ser realmente traumátca? Para a enfermeira obstetra Andréa Porto da Cruz, não.
Com experiência na área de obstetrícia, a enfermeira é defensora do parto natural humanizado e diz que com este método a mulher pode ter total domínio do momento do nascimento. “O parto natural ou humanizado representa uma retomada do método antigo de dar à luz quando a mulher dita o ritmo do parto, ela escolhe como terá o bebê e quando ele nascerá”, diz Andréa.
A diferença entre parto natural humanizado e o parto normal é justamente a maneira como o processo é conduzido. No parto humanizado o atendimento é centrado na mulher, que é tratada com respeito e de forma carinhosa, podendo desfrutar da companhia da família, caminhar, tomar banho de chuveiro ou banheira para aliviar as dores. As intervenções de medicamento, aceleração do parto ou mesmo o tradicional corte vaginal acontece somente quando é estritamente necessário.
“Hoje o parto normal é mesmo um sofrimento. A mãe tem que ficar deitada todo o tempo em que está em trabalho de parto, geralmente com soro que acelera o processo, na hora do parto ela é removida para outra sala e recebe de qualquer forma o corte vaginal. Além de tudo isso ela não pode gritar, andar e muitas vezes fica sozinha durante este processo”, explica a enfermeira.
Alguns hospitais oferecem uma situação mais acolhedora na hora do parto, com quartos que são usados antes, durante e depois do parto, mas a também enfermeira obstetra Karina Fernandes comenta que para isso toda a equipe deve estar preparada e disposta para enfrentar o trabalho de parto no ritmo da mulher.
Karina acompanha partos em casa. Ela diz que a mulher que opta pelo parto natural deve estar disposta e consciente de que terá papel ativo no parto. A enfermeira, quando solicitada para este tipo de parto caseiro, acompanha a gestante desde o início das contrações até o nascimento e deve estar preparada para levar a gestante para o hospital caso o parto natural não seja realmente possível.
O grande medo de toda mulher é a dor. Sobre isso, Andréa explica que ela varia muito de pessoa para pessoa e que ela pode ser aliviada de forma natural, com massagens nas costas, aromaterapia, banhos de chuveiro ou de banheira. O tempo em que a gestante fica em trabalho de parto também pode ser variado. Em geral a primeira gestação leva em torno de 16 horas, já as demais o tempo chega a 12 horas.
Para que os casos de intervenção sejam minimizados existem alguns procedimentos que podem ser feitos antes de se optar pela cesárea. “Colocamos a gestante para fazer alguns exercícios em bola de parto e outros aparelhos para recolocar o bebê em posição para o parto. Vamos monitorando o tempo todo, com o partograma, que é um gráfico para avaliar a evolução do parto e no caso de necessidade de intervenção e em ultimo caso encaminhamos para a Cesárea”, diz Andrea.
Além do fator humano e sentimental o parto natural também oferece uma recuperação mais rápida para a mãe e menos risco para o bebê, isso por que ao nascer de parto natural ele corre menos risco de aspirar liquido e também de infecções.
Hoje no Brasil são realizados 80% de Cesáreas em hospitais particulares. Na rede pública este número cai para 35%, mas o número de nascimentos por parto normal ainda está muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que estipula uma média de 15% de cesáreasFonte:.guiabebe.uol.com.br

09/05/2011

Síndrome de Down

Síndrome de Down é diagnosticada precocemente nos tratamentos de infertilidade
No processo de FIV - Fertilização “In Vitro”, é possível examinar embriões para verificar a existência de alguma doença genética ou cromossômica antes da implantação no útero da mãe. Assim, casais com chances de gerar filhos com problemas como Síndrome de Down, Distrofia Muscular, Hemofilia, entre outras anomalias genéticas, podem descobrir se o embrião possui tais doenças por meio do exame DPI - Diagnóstico Pré Implantacional. Essa técnica utilizada em tratamentos de fertilidade, consiste na retirada de uma célula do embrião, em laboratório, no terceiro dia de desenvolvimento, para análise, antes mesmo de ele ser colocado no útero. Este procedimento não afeta o futuro bebê e o resultado pode ser obtido em poucas horas.
Embriões com problemas podem não ser transferidos e, em casos especiais, o procedimento também pode ser utilizado em mulheres com mais de 40 anos. Nesta idade, as chances de gerar um filho com problemas genéticos são de uma em 40, ao passo que nas mulheres mais novas, até 35 anos, são de uma em 200. Além de ser utilizada para minimizar as possibilidades de anomalias no bebê, esta técnica também aumenta a probabilidade de resultados positivos na FIV, pois na maioria dos casos, embriões com anomalias são naturalmente descartados pelo organismo materno.
Segundo Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi, médico especialista em Infertilidade, esta técnica deve ser avaliada sob a luz dos princípios éticos e legais, pois a seleção e o descarte de embriões que tem condições de vida, mesmo com problemas genéticos, gera controvérsias que podem ser penalizados. Deve ser lembrado ainda que chances de erro, que podem chegar a 10%.
Já é possíveis detectar cerca de 6000 doenças, e este número pode aumentar ainda mais. Em muitos países, analisam-se até nove cromossomos representados pelos números 14, 15, 16, 17, e 22, mais os outros avaliados no Brasil. Estes caracterizam as anomalias mais freqüentes, representados pelos números 13, 18, 21 e pelos sexuais X e Y. Infelizmente não se pode examinar mais de cinco no país, porém, já é possível enviar a célula para ser analisada no exterior. Recentemente um novo exame realizado na Inglaterra - PGH (Preimplantacional Genetic Haplotyping) foi desenvolvida no Centro de Diagnósticos de Doenças Gênicas do Hospital Guy’s e St. Thomas em Londres coordenado pelo professor Peter Braude e Dra. Pámela J. Renwick e aumenta o número de doenças genéticas que podem ser diagnosticadas. Através deste exame diferente dos anteriores e mais simples, até 6000 doenças gênicas podem ser identificadas.
Síndrome de Down - a trissomia do cromossomo 21 é responsável por uma das deficiências mais conhecidas. Os portadores desta doença possuem traços bem característicos, desenvolvimento motor lento e retardo mental que pode variar entre o leve, moderado e severo.
A trissomia do cromossomo 13 é responsável pela Síndrome de Patau que tem como principais características: baixo peso corporal, deficiência mental e problemas respiratórios. Quarenta e cinco por cento dos bebês que nascem com esse problema morrem em um mês, 69% em seis e 72% morrem em um ano.
A Síndrome de Edwards é representada pela trissomia do cromossomo 18. Cerca de 95% das gravidezes de fetos portadores dessa doença cromossômica evoluem para abortos espontâneos, 5 a 10% sobrevivem ao primeiro ano. Existem raros casos de adultos portadores desse problema. Retardamento mental, atraso do crescimento e, às vezes, malformações graves no coração, caracterizam esse problema.
Os cromossomos X e Y determinam o sexo do bebê, porém essa alternativa não deve ser utilizada para escolha. A presença desse item no diagnóstico tem importância na seleção de embriões que podem ter doenças específicas de determinado sexo, como é o caso da hemofilia que é uma dificuldade no processo de coagulação sanguínea que só atinge indivíduos do sexo masculino; e da Síndrome de Turner, que atinge somente as mulheres e tem como principal característica o infantilismo sexual e não desenvolvimento das capacidades reprodutivas.
Outras doenças ligadas a distúrbios genéticos ou cromossômicos são:
Coréia de Huntington – presença de movimentos involuntários caracterizados por contrações musculares irregulares e espasmos ocasionais (movimentos musculares não intencionais), perda gradual de células cerebrais e deterioração mental. A doença é hereditária e os sintomas surgem normalmente entre os 35 e 40 anos.
Distrofia Muscular Progressiva (DMP) - caracteriza-se por uma degeneração progressiva da musculatura. A ciência conhece mais de trinta formas diferentes dessa doença, que podem variar entre benignas e malignas. Os músculos atingidos dependem do tipo. Crianças e adultos de ambos os sexos podem ser afetados.
Fibrose Cística – Funcionamento anormal das glândulas salivares e das que produzem suor, lágrima e suco digestivo. A pessoa apresenta problemas intestinais, pois as enzimas não são liberadas para dentro do intestino e distúrbios respiratórios devido ao acumulo de muco que obstrui a passagem de ar para o pulmão.
Síndrome do X-frágil (SXF) – esse nome foi dado por esta doença ser causada por uma anomalia no cromossomo X. A SXF afeta o desenvolvimento mental, desde dificuldades no aprendizado até retardo profundo, de homens e mulheres, porém o sexo masculino está mais suscetível a ela. Estima-se que a doença afete uma em cada duas mil pessoas. Ela possui caráter hereditário e pode afetar diversos membros da mesma família sem apresentar características físicas marcantes.
O exame Genético e Cromossômico Pré Implantacional pode ajudar muitos casais que não conseguem engravidar, os que têm abortamentos repetitivos e aqueles que têm histórico familiar de doenças hereditárias transmissíveis. À medida que esse exame for realizado com freqüência, ele se tornará mais acessível para todos. Hoje em dia, já é realizado para doenças de aspectos genéticos que aparecem em uma fase tardia de vida, como por exemplo, o câncer de mama que é previsto na mulher por meio da biologia molecular. Na Inglaterra, já é possível analisar a presença de um gene chamado polipose adenomatosa familiar, que desencadeia câncer de cólon e de reto no início da adolescência, levando à morte.Fonte:guiabebe.uol.com.br

08/05/2011

Ter um filho após muitas dificuldades para engravidar

É inegável o fato de que as mulheres vêm mudando muito nas últimas décadas. Se considerarmos a sua entrada no mercado de trabalho, a independência financeira e sexual e a busca por direitos iguais aos dos homens, notamos que, com o passar dos anos, a identidade feminina mudou bastante.
No entanto, apesar de tantas mudanças, percebe-se que o desejo de ter filhos ainda continua para a maioria delas e é um importante referencial subjetivo quanto ao “ser mulher”.
Muitas mulheres com dificuldades para engravidar falam do quanto “se sentem menos femininas” e diferentes das demais por não conseguirem realizar este desejo.
A experiência da infertilidade costuma deixar uma marca de incapacidade e impotência no psiquismo da mulher, fazendo-a acreditar que não é capaz de gerar ou cuidar de uma criança.
Percebemos, na nossa prática clínica, que a gravidez alcançada, após um longo tratamento de reprodução humana assistida, geralmente, é vivida com muito mais inseguranças e medos em comparação às gestantes que não passaram por essa vivência.
O medo de “não possuir um bom útero” para abrigar um bebê sadio é freqüente, assim como receios de não levar a gravidez adiante, não conseguir amamentar, dentre muitos outros fantasmas.
Afastando “os fantasmas”
Na maioria dos caso s, essas inseguranças desaparecem nos primeiros meses após o nascimento do bebê, quando a mulher vai percebendo que seus cuidados estão sendo suficientes para manter a criança bem e também quando vai se familiarizando com esse novo papel.
Porém, faz-se relevante destacar que a experiência da infertilidade não traz consigo apenas mazelas. Todo o sofrimento trazido pela descoberta da infertilidade e o conseqüente tratamento pode resultar também em mães mais maduras e implicadas na criação de seus filhos, uma vez que a intensificação do desejo que ocorre durante a espera pela gravidez, acaba levando-as a refletirem mais sobre a maternidade e a investirem nessa criança muito antes dela ser concebida.
Luciana Leis é psicóloga. guiabebe.uol.com.br
É especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade.
Fale com ela: luciana_leis@hotmail.com

07/05/2011

Vale a pena adiar o sonho de ser mãe?

Tornar-se mãe é o maior desejo de quase todas as mulheres. Esta sempre foi uma prioridade tanto que, há até bem pouco tempo, tinham uma vida de dedicação plena ao marido, aos filhos, à vida doméstica, enfim, somente à família. Hoje, as mulheres - principalmente as de classe média - têm outros objetivos e perspectivas como conquista de novos espaços, realização pessoal nos campos afetivo, profissional, social, financeiro e sexual.
Os métodos contraceptivos absolutamente confiáveis, atualmente, como a pílula anticoncepcional, já há quase quatro décadas vêm mudando radicalmente o comportamento sexual feminino, propiciando independência em termos de prevenção da gravidez não desejada, o que antes era possível somente com a participação efetiva do homem.
Com o domínio da concepção, as mulheres assumiram nova postura na sociedade, saindo do lar e entrando no mercado de trabalho. Assim, tornaram-se "independentes e emancipadas" sob os pontos de vista sexual e financeiro, mudando suas prioridades quando comparamos as mulheres do final do século passado e início do século 21 com as de gerações anteriores, cujo horizonte restringia-se, na maioria das vezes, a casar e ter filhos, mal saídas da adolescência.
Esta nova postura não significa que as mulheres não queiram mais casar nem ter filhos, mas sim que essa decisão vem sendo postergada pelos mais variados motivos, dentre os quais se destacam a prioridade pela formação profissional e acadêmica, viagens e independência financeira, dentre outros.
Se por um lado esses motivos são absolutamente compreensíveis, por outro, os estudos mostram que as chances de gestação diminuem com a idade, em decorrência de problemas ginecológicos inúmeros, como cistos, miomas, infecções e endometriose, além de fatores decorrentes da própria idade, pois os óvulos perdem a capacidade de gerar bons embriões, com o tempo. Evidentemente que, cada mulher, com seu livre arbítrio, tem sua razão individual para adiar a gravidez, mas é preciso levar em conta as complicações decorrentes do tempo.
O aprimoramento das técnicas de reprodução assistida e a introdução de novos e modernos tratamentos podem transmitir a falsa sensação de que a infertilidade conjugal é um problema de fácil solução. Nesse aspecto, entretanto, ainda é melhor prevenir do que remediar, uma vez que os tratamentos podem ser longos, caros e, por vezes, mal sucedidos.
A idade ideal para se ter um filho, de maneira a garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso é no final da adolescência, mas isto nem sempre é o ideal ou o possível. No entanto, para garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso o ideal é não ultrapassar os 35 anos de idade. Para isso, é necessário planejamento.
Se o casal tem como objetivo constituir família com filhos, deve-se priorizar este projeto a fim de evitar problemas futuros e não deixá-lo por último, depois da carreira e da viagem para a Europa, por exemplo. A opção por atrasar a chegada do bebê pode ser irreversível, mas a carreira e a viagem com certeza não o são.
Acompanhamos, com certa preocupação, a divulgação de verdadeiros "milagres", como a possibilidade real e imediata de congelar óvulos hoje e conseguir a gestação com facilidade daqui a alguns anos, sem, no entanto, deixar claro as reais taxas de gravidez obtidas por esse método.
Esses e outros aspectos devem ser objeto de avaliação por parte da mulher que pretende constituir família. Nesse sentido, torna-se fundamental que ela procure ter orientações claras e precisas de seu ginecologista, especialmente quando tiver que decidir prioridades em suas vidas, entre elas a de quando ser mãe. Vale lembrar que a mesma ciência que contribuiu de modo fundamental e eficaz no controle da fertilidade ainda não oferece as mesmas chances no tratamento da infertilidade. Fonte:guiabebe.uol.com.br

06/05/2011

Infertilidade: de quem é a culpa?


Homens também têm dificuldade para “engravidar”

Especialista diz que causa da infertilidade é 40% deles e 40% delas.
A infertilidade atinge mais de 10% das pessoas entre 25 e 45 anos no mundo inteiro. Casais jovens, recém-casados ou mesmo quem já está casado há muito tempo e não consegue ter filhos sofre com o problema. Para muitos, o fato de não dar à luz um bebê é motivo de frustração profunda e até mesmo de crises conjugais. A desinformação ainda leva muitas pessoas a atribuírem às mulheres a “culpa” por não poder fazer a família crescer. Desconhecem que os homens podem apresentar problemas na mesma proporção que suas parceiras.
“A infertilidade não é causada exclusivamente por um problema na mulher ou no homem. Os motivos que costumam dificultar uma gravidez normalmente se referem a homens e mulheres em partes iguais, isto é, 40% associados a eles, 40% a elas e 20% ao casal”, diz Silvana Chedid, ginecologista especializada em Medicina Reprodutiva.  
Segundo a médica, infertilidade significa dificuldade de se obter gestação após, pelo menos, um ano de manutenção de relações sexuais regulares, sem uso de métodos anticoncepcionais. Livres de preconceitos, homem e mulher devem buscar ajuda para resolver o problema e conseguir a tão desejada gestação.
“O homem pode ser investigado de maneira simples e quase sempre concentrada em um único exame: o espermograma. Ele avalia o número e a qualidade dos espermatozóides. Para que o exame seja considerado normal, é necessário haver um número mínimo de espermatozóides com motilidade rápida e forma normal. No caso da mulher, a investigação é um pouco mais ampla. Os exames fundamentais são: dosagens hormonais, ultra-sonografia transvaginal, e histerossalpingografia”, diz Silvana.
Em alguns casos, afirma a especialista, podem ser necessários exames um pouco mais sofisticados, como vídeo histeroscopia (para avaliação da cavidade uterina) e vídeo laparoscopia. “Quando o casal demora a buscar ajuda especializada e chega a um ponto de crise, é necessário, também, todo um acompanhamento psicológico. Afinal, o equilíbrio emocional é fator determinante no sucesso do tratamento”.Fonte:guiabebe.uol.com.br

05/05/2011

Filhos de uma união entre primos: é ou não aconselhável?

Filhos de uma união entre primos: é ou não aconselhável?

Todo mundo diz que casar com o primo de primeiro grau é muito perigoso, pois pode gerar filhos com deficiências. Esse tema é cercado de preconceito e incertezas, que passa de gerações para gerações sem que se discuta qual a verdadeira lógica dessa afirmação.
De acordo com uma pesquisa do Conselho Nacional da Sociedade de Genética dos Estados Unidos, o risco de um casal sem parentesco gerar um filho com deficiência é de 3%. Já para casais que têm consanguinidade, o risco sobe para quase 6%. Isso quer dizer que há a possibilidade de 94% do bebê fruto de uma relação entre parentes nascer saudável.
O pequeno aumento no risco ocorre porque as pessoas que possuem parentesco podem portar alguns dos mesmos genes causadores de doenças, herdados de ancestrais comuns.
Cientistas da Universidade de Massachusetts afirmam num artigo publicado na revista científica Public Library of Science que casais primos têm o mesmo risco de desenvolver um bebê com deficiência do que uma mulher que gere um bebê aos 40 anos. Dificilmente alguém desaconselha uma mulher de 40 anos ter um bebê, mas isso acontece, e muito, com um casal que são primos.
O que os casais que têm consanguinidade precisam fazer é um aconselhamento genético. Nesse aconselhamento serão feitos estudos na família e levantado o risco daquele casal específico de desenvolver alguma alteração no filho que será gerado.
Para os casais que vêm de famílias sem histórico de doenças genéticas, o risco é realmente baixo. No caso de famílias em que são comuns casos de doenças genéticas graves, como as que levam à surdez e a problemas neurológicos, o risco cresce bastante. O casal deve fazer pelo menos uma avaliação antes da decisão de ter filhos.
Depois do aconselhamento genético, a decisão de ter filhos e de determinar se o risco é grande ou não são dos pais.  Fonte:guiabebe.uol.com.br

04/05/2011

Tornando-se pais adotivos

Vocês acabam de se tornar pais adotivos, ou estão pensando seriamente nisso. Ao lado da expectativa e da alegria, o medo e a incerteza, uma sensação de incapacidade... igualzinho aos pais naturais.
A mãe natureza dá aos pais naturais a possibilidade da gestação, que é um preparo físico e emocional, para a chegada do mais novo membro da família, e sabemos que dura, em média, 40 semanas.
Já com o filho adotivo essa "gestação" tem um tempo impreciso, podem ser anos ou dias. Mas seja qual for o tempo que vocês tiverem entre o momento em que tem a certeza de que o bebê vai chegar e o "grande dia" da chegada, várias medidas podem ser tomadas para facilitar essa transição:
Descubram como se sentem os pais adotivos
Conversem com outros casais que adotaram bebês, sobre suas preocupações e seus problemas e soluções.
Leiam livros sobre o assunto.
Encontre um grupo de apoio a pais adotivos ou busque a ajuda de um psicólogo especializado e faça um acompanhamento.
Descubram como se sentem os recém-nascidos
Façam um curso de preparação ao casal grávido (ao menos às aulas que falam de recém-nascidos e cuidados físicos e emocionais).
Aprendam um pouco sobre "inteligência emocional" a fim de ajudar seu bebê recém-chegado. Leiam livros sobre bebês.
Dêem uma "boa" olhada nos bebês
Visitem amigas e conhecidas com bebês novos ou vá até uma maternidade ou berçário, e olhe bem para eles, para que não pareçam tão estranhos.
Façam as compras com antecedência
Programe-se, preparando uma lista de enxoval e objetos "úteis" a um bebê. Vá às lojas especializadas e compre tudo o que seu filho usará nos próximos meses, assim terá mais tempo livre para quando ele finalmente chegar.
Escolham o pediatra de seu filho
A escolha antecipada do pediatra é tão importante para vocês quanto para um "casal grávido". Marcar uma consulta antes da chegada do seu filho possibilitará a vocês fazerem perguntas e manifestarem suas preocupações de pais adotivos. E daí, tão logo o bebê chegue, já poderá passar por uma consulta pediátrica, e o médico saberá um pouco mais sobre vocês, trazendo benefícios ao bebê.
Considere a possibilidade de amamentar
Algumas mães-adotivas são capazes de amamentar seus bebês, ao menos em parte. Converse com seu ginecologista a respeito, ele fará as orientações e encaminhamentos necessários.
Contem aos familiares e amigos a novidade
Pode ser do jeito mais tradicional: enviando um cartão participando a chegada do bebê (e deixando claro que é um bebê adotado) "Temos o grande prazer de comunicar a adoção de...." . Ou informalmente, pelo telefone.
Lembrem-se: ao falar com quaisquer pessoas sobre o bebê, refira-se desde o começo a nosso (a) filho (a) . E ao mencionar o casal que o gerou, chame-os de "pais biológicos" ou "pais de nascimento", nunca digam PAIS VERDADEIROS, pois os pais verdadeiros são vocês. E quanto mais resolvida for esta questão para vocês, será para os que os cercam.
Contem ao seu filho
Hoje, já não se pergunta mais se deve-se ou não contar a uma criança que ela é adotiva. Faz parte do contexto geral e todos os especialistas concordam que as crianças PRECISAM saber e tem o direito de saber de sua adoção. E sempre através dos pais . Vocês podem começar desde o momento que a criança chega à casa. Mencionando que foi "o melhor dia de suas vidas" e que " estão muito felizes por terem adotado ele(a)". Embora a criança não seja capaz de entender o que significa a "adoção" antes dos 3 ou 4 anos, o contato precoce com esse conceito fará parecer natural e tornará a sua explicação, quando vier, menos ameaçadora e mais fácil de suportar.
E finalmente, lembrem-se: os pais adotivos tem direito a todas as dúvidas, ansiedades, medos, expectativas, surpresas e alegrias dos pais biológicos. Portanto permitam-se ser PAIS, sem medo de errar.
Boa sorte! Fonte:guiabebe.uol.com.br